COMO É FEITA AS INJEÇÕES INTRAOCULARES?
As injeções intraoculares são uma forma de administrar medicações na cavidade intravítrea, ou seja, dentro do globo ocular, para tratamento de doenças retinianas. Essa injeção é feita na esclera (parte branca do olho) e, para isso, utilizam-se pequenas seringas com agulhas muito finas. Realiza-se o procedimento com todos os cuidados de antissepsia (na maior parte das vezes no centro cirúrgico), utilizando um colírio para anestesia geralmente associadoà sedação do paciente.
QUE TIPO DE MEDICAÇÕES PODEM SER INJETADAS?
Antibióticos, antifúngicos e anti-inflamatóriossão exemplos de medicações que podem ser administradas por essa via. Há aproximadamente 15 anos, o uso intravítreo de medicações chamadas anti-angiogênicas (que agem reduzindo o crescimento de novos vasos retinianos que são prejudiciais à retina) surgia e iniciava uma revolução no tratamento de doenças retinianas.
São medicações anti-angiogênicas muito utilizadas em doenças da retina:
- Bevacizumab (Avastinâ)
- Ranivizumab(Lucentisâ)
- Aflibercept (Eyliaâ)
- Faricimabe (Vabysmo®)
- Brolucizumabe (Beovu®)
QUAIS AS PRINCIPAIS DOENÇAS EM QUE ESTÃO INDICADAS ESSAS INJEÇÕES INTRAOCULARES?
- Degeneração macular relacionada a idade (DMRI)
- Complicações da retinopatia diabética como o edema macular diabético
- Edema macular associado a oclusões vasculares da retina
QUANTAS APLICAÇÕES SÃO NECESSÁRIAS?
Os intervalos de aplicação das terapias anti-VEGF variam de acordo com a molécula utilizada, a resposta clínica individual e o protocolo adotado (mensal, treat-and-extend ou PRN). Bevacizumab, ranivizumab e aflibercept geralmente requerem injeções mensais inicialmente – depois disso, a depender da doença e da resposta ao tratamento, podem ser necessárias mais injeções com intervalos de 1 mês ou intervalos mais longos. Nesse seguimento, a tomografia de coerência óptica (OCT) de retina é um exame muito importante para avaliar a necessidade de novas aplicações.
Entre os anti-VEGF de nova geração, o faricimabe (Vabysmo®) destaca-se por sua ação, inibindo simultaneamente o VEGF-A e a angiopoetina-2 (Ang-2), proporcionando maior estabilidade vascular e potencial para intervalos mais prolongados entre as aplicações. Já o brolucizumabe (Beovu®), devido à sua menor massa molecular, permite maior concentração intravítrea e penetração retiniana, com efeito terapêutico duradouro. Ambos representam avanços no manejo de doenças retinianas com protocolos que visam reduzir a carga terapêutica sem perda de eficácia.
EXISTEM RISCOS?
Sim, embora sejam raros. Entre os principais riscos estão:
- Infecção (endoftalmite)
- Sangramento intraocular
- Descolamento de retina
- Inflamação ocular
- Aumento da pressão intraocular