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PULSOTERAPIA, PLASMAFÉRESE E IMUNOGLOBULINA

Pulsoterapia, Plasmaférese e Imunoglobulina: Quando São Indicadas e Como Funcionam?

Saiba o que são pulsoterapia, plasmaférese e imunoglobulina, quando são usadas e como ajudam no tratamento de doenças autoimunes e inflamatórias.

Algumas doenças autoimunes e inflamatórias podem afetar o sistema nervoso e os olhos, como a neurite óptica, a miastenia gravis, a esclerose múltipla, as doenças do espectro da neuromielite óptica, entre outras. Nesses casos, o sistema imunológico (que deveria proteger o corpo) acaba atacando estruturas saudáveis, como o nervo óptico.

Para tratar essas condições, podem ser indicadas terapias específicas que ajudam a controlar a inflamação e equilibrar a resposta imune. As três mais comuns são: pulsoterapia com corticoides, plasmaférese e imunoglobulina intravenosa (IVIg).

O que é pulsoterapia?

A pulsoterapia consiste na aplicação de altas doses de corticoides por via intravenosa, geralmente por alguns dias consecutivos e seguido de uso de corticoide oral. O objetivo é reduzir rapidamente a inflamação e interromper o ataque do sistema imune. A neurite óptica desmielinizante é uma das doenças em que a pulsoterapia é geralmente indicada.

O que é plasmaférese?

A plasmaférese é um procedimento que filtra o sangue do paciente para remover anticorpos e substâncias inflamatórias. Ela é indicada em casos mais graves ou que não respondem bem aos corticoides.

O que é imunoglobulina intravenosa (IVIg)?

A imunoglobulina intravenosa é feita a partir de anticorpos saudáveis obtidos de doadores. Ao ser administrada, ela ajuda a modular a resposta imune, bloqueando a ação dos anticorpos que estão causando a inflamação.

Quando esses tratamentos são indicados?

Esses tratamentos são sempre indicados por médicos especialistas, como neurologistas ou neuroftalmologistas, após avaliação clínica e exames complementares. A escolha entre pulsoterapia, plasmaférese ou imunoglobulina depende da gravidade do quadro, da resposta ao tratamento inicial e das condições de saúde do paciente.

Embora sejam tratamentos eficazes e amplamente utilizados em doenças autoimunes e inflamatórias, eles possuem contraindicações que devem ser avaliadas pelo médico. Entre os principais cuidados, destacam-se: presença de infecções graves, problemas cardíacos ou renais, distúrbios de coagulação, alergias a componentes das medicações, diabetes descompensado e pressão arterial não controlada. A decisão sobre o uso dessas terapias deve sempre ser feita por um especialista, considerando os riscos e benefícios em cada caso.

Escrito por Dra. Ana Cláudia De Franco Suzuki – CRM-SP 144.222. A reprodução parcial ou total desse texto sem autorização é proibida.

Qualquer dúvida procure sempre seu oftalmologista. Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a)

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